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Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o ex-mandatário venezuelano Nicolás Maduro deveria ser julgado em seu próprio país, e não nos Estados Unidos, como planeja o governo americano. Durante entrevista à emissora India Today, em Nova Déli, Lula sustentou que a captura de Maduro por forças especiais dos EUA e sua transferência para Nova York para responder a acusações de tráfico de drogas é “inaceitável” e representa uma interferência externa.
O petista destacou que o mais importante no momento é trabalhar pelo restabelecimento e consolidação da democracia na Venezuela, e que qualquer processo legal contra o ex-líder venezuelano deve se dar em território venezuelano. Segundo ele, não se pode tolerar que um chefe de Estado seja retirado do seu país por outro governo para enfrentar julgamento no exterior.
Lula aproveitou também para ressaltar a necessidade de respeito à soberania nacional e disse que essa posição contrasta com a intenção dos Estados Unidos de processar Maduro em solo norte-americano. A declaração faz parte de sua agenda diplomática durante visita à Índia, onde reafirmou a importância de soluções internas para os desafios enfrentados pela Venezuela.
“Não podemos aceitar que o chefe de Estado de um país invada outro país e capture o presidente. Isso é inaceitável. Não há explicação para isso, e não é aceitável. Acredito que, se Maduro tiver de ser julgado, ele deve ser julgado no seu país, e não no exterior. Não é aceitável a interferência de uma nação sobre outra nação.”, disse.