Entre os nomes apontados como favoráveis, de acordo com a Jovem Pan, estão o presidente da Corte, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Luiz Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques. A Corte conta com 11 cadeiras, mas atualmente, o tribunal opera com dez ministros, após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
Segundo interlocutores, a expectativa é de que Dias Toffoli possa exercer papel decisivo em um eventual julgamento sobre o tema. O relator do caso, Alexandre de Moraes, é visto como o principal obstáculo à mudança, por manter posição contrária à flexibilização da medida imposta ao ex-presidente.
Apesar do cenário considerado mais favorável do que em momentos anteriores, aliados reconhecem que uma alteração no regime não deve ocorrer de imediato. A avaliação é de que qualquer decisão nesse sentido ficaria para depois de abril, quando se encerra o prazo de desincompatibilização para as eleições, evitando impacto direto no processo eleitoral de 2026.
A articulação envolve diferentes lideranças políticas como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que têm atuado diretamente nas conversas. O gestor paulista tem agenda em Brasília e deve se reunir com ministros do Supremo, entre eles Moraes, Gilmar Mendes, Toffoli e Cristiano Zanin, embora a pauta oficial dos encontros não trate do caso.