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Foto: Divulgação
Documentos obtidos pela Revista Piauí indicam que o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, teve participação mais ampla em atividades relacionadas ao Banco Master do que havia sido informado anteriormente. Segundo a publicação, ele e sua irmã, Maria Emília de Rueda, atuaram como advogados da instituição entre 2023 e 2024. A assessoria confirmou a prestação de serviços, mencionando a realização de pareceres, audiências e acordos, sem detalhar os casos específicos conduzidos por Rueda.
A revelação contrasta com declarações anteriores do dirigente, que havia afirmado manter apenas relações sociais com o controlador do banco, Daniel Vorcaro. O tema ganhou repercussão após o jornal O Globo divulgar mensagens trocadas entre o banqueiro e Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB, nas quais o nome de Rueda era citado.
Entre os processos identificados, Antonio Rueda atuou em uma ação movida pelo Instituto Defesa Coletiva, em Belo Horizonte, que cobra R$ 48,5 milhões do banco por supostas irregularidades em crédito consignado. Já sua irmã representou a instituição em um caso no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, cuja decisão final foi desfavorável ao banco.
A reportagem também menciona mensagens de 2025 que apontam tentativa de interlocução envolvendo Rueda antes da venda do banco ao BRB, embora não haja confirmação de encontro.
Em 2026, o dirigente saiu em defesa do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, após mudanças na relatoria do caso, e sustenta que sua atuação sempre ocorreu no âmbito técnico, sem participação em negociações.



