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Foto: Zack Stencil/PL

Faltando sete meses para as eleições, o Partido Liberal enfrenta um cenário de atritos internos que ultrapassou as conversas reservadas e passou a interferir diretamente na definição das chapas. No centro da crise está Michelle Bolsonaro, que ganhou protagonismo dentro da sigla e passou a influenciar decisões que já haviam sido alinhadas pela direção nacional.



Mesmo sem ocupar mandato, Michelle lidera o PL Mulher e consolidou influência significativa, especialmente junto ao eleitorado evangélico e a lideranças religiosas. Esse espaço político ampliou o peso de suas manifestações dentro do partido, sobretudo quando suas posições divergem das estratégias definidas pela cúpula. A análise foi feita pelo site Carta Capital.

O caso mais emblemático envolve a disputa em Santa Catarina. Ao declarar apoio público à deputada Carol de Toni para o Senado, Michelle contrariou decisão da Executiva Nacional, que havia destinado uma vaga a Carlos Bolsonaro e reservado a outra para um nome indicado pela federação entre União Brasil e PP. A sinalização ocorreu após De Toni ter sido comunicada de que não integraria a chapa, o que intensificou o desconforto entre dirigentes.

Integrantes do PL avaliam que a movimentação fragilizou a condução política da direção nacional e estimulou a deputada a manter sua pré-candidatura fora dos planos da legenda, ampliando a divisão interna em um estado visto como estratégico para o bolsonarismo.



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