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Foto: Ricardo Stuckert / PR
Resultados recentes de pesquisas eleitorais aumentaram a pressão entre aliados do presidente Lula e integrantes do governo sobre a condução da comunicação do Palácio do Planalto. Levantamentos que apontam empate técnico em um cenário de disputa com o senador Flávio Bolsonaro intensificaram o debate interno sobre a atual estratégia adotada pela equipe presidencial.
A orientação de priorizar a divulgação de realizações do terceiro mandato tem sido vista por ministros mais alinhados à esquerda e por integrantes do PT como uma medida insuficiente para enfrentar o avanço do adversário nas projeções eleitorais. Nos bastidores, cresce a avaliação de que a comunicação do governo precisa adotar um posicionamento mais incisivo no debate político.
Entre aliados, também ganhou força a percepção de que a decisão de evitar ataques diretos a Flávio Bolsonaro pode ter sido um equívoco. A estratégia conduzida pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, de concentrar a narrativa nas ações positivas do governo ainda não teria produzido o impacto esperado.
Setores da base governista defendem que chegou o momento de adotar uma postura mais combativa. Integrantes desse grupo afirmam que a comunicação atual tem caráter defensivo e avaliam que é necessário estimular maior mobilização da militância contra o bolsonarismo.



