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Foto: Ricardo Stuckert / PR

O empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em cenários de segundo turno nas pesquisas eleitorais recentes tem sido atribuído a diferentes fatores por especialistas ouvidos pelo UOL. Entre os elementos citados estão a cobrança de impostos no início do ano, a oficialização da pré-candidatura do parlamentar e a saída do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, da disputa pelo Palácio do Planalto.



Analistas avaliam que houve uma consolidação da candidatura de Flávio nos últimos quatro meses. A pré-candidatura foi anunciada em 5 de dezembro e inicialmente enfrentou resistência dentro do próprio campo bolsonarista, além de setores da direita e do centrão.

O movimento ganhou força após uma carta divulgada no Natal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro reafirmando o apoio ao filho. O desempenho positivo nas pesquisas também contribuiu para fortalecer a candidatura e ampliar sua visibilidade no cenário político nacional.

Para a cientista política Mayra Goulart, coordenadora do Laboratório de Partidos, Eleições e Política Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro, parte do eleitorado antipetista inicialmente não identificava um nome claro para apoiar. Segundo ela, esse cenário mudou nos últimos meses, favorecendo a consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro.



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