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O compromisso assumido pelo ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), de ampliar o atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), feito em Jequié, contrasta com uma pendência da gestão de seu principal aliado político, o prefeito da capital, Bruno Reis (União Brasil).
Na última semana, durante agenda em Jequié, ACM Neto afirmou a representantes de um grupo de mães atípicas que, caso seja eleito governador, pretende apoiar a expansão de centros de atendimento voltados a pessoas com TEA. A declaração, porém, expõe um paradoxo: em Salvador, a prometida Escola Municipal do Curralinho, destinada ao atendimento de crianças autistas, continua sem previsão de funcionamento, apesar de ter sido anunciada para 2023.
O equipamento será voltado ao atendimento de estudantes com TEA e deverá abrigar também uma unidade da Associação dos Amigos do Autista da Bahia (AMA-BA). A obra, no entanto, segue em ritmo lento.
A escola recebeu investimento inicial de cerca de R$ 12 milhões, dos quais aproximadamente R$ 10 milhões foram repassados pelo Ministério da Educação (MEC). Um novo contrato com a mesma empresa, no valor de R$ 6 milhões, foi feito na última semana.
A demora na conclusão da escola ocorre justamente na cidade onde ACM Neto governou por dois mandatos consecutivos e da qual Bruno Reis foi vice-prefeito e secretário municipal antes de assumir a Prefeitura. O cenário acaba colocando em xeque o discurso de fortalecimento da política de inclusão para pessoas com TEA defendido pelo pré-candidato ao governo estadual, enquanto um dos principais projetos voltados ao público autista em Salvador permanece sem sair do papel.



