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Foto: Divulgação/Assessoria

A derrota de ACM Neto (União Brasil) para Jerônimo Rodrigues (PT) nas urnas pode ter reflexos ainda maiores para o ex-prefeito de Salvador. Além de perder pela segunda vez consecutiva a disputa pelo Governo da Bahia, desta vez por mais de 1 milhão de votos, Neto poderá começar o próximo ciclo político com uma oposição bastante reduzida na Assembleia Legislativa da Bahia. Jerônimo terminou com 4.626.509 votos, contra 3.625.227 de Neto, diferença de 1.001.282 votos.



Formalmente, os partidos contabilizados como oposição elegeram 21 dos 63 deputados estaduais: oito pela Federação União Progressista, sete pelo PL, quatro pelo Republicanos e dois pela Federação PSDB/Cidadania. Do outro lado, Jerônimo começa com uma base de 41 parlamentares, além de uma cadeira independente.

O problema para ACM Neto é que nem mesmo esses 21 nomes necessariamente estarão sob sua liderança. Segundo levantamento político do Política ao Vivo, pelo menos três deputados eleitos por legendas hoje contabilizadas no campo oposicionista mantêm alinhamento ou proximidade com o PT e podem não atuar na oposição ao governador durante a próxima legislatura.

Se esse movimento se confirmar, o grupo efetivamente oposicionista poderá cair para apenas 18 deputados, contra uma base governista que já começa com ampla maioria. Depois de perder o governo por mais de 1 milhão de votos, ACM Neto poderá enfrentar, portanto, um segundo revés político: sair da eleição com influência ainda menor sobre a Assembleia Legislativa durante o novo mandato de Jerônimo.



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