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Uma reportagem publicada pelo Bastidor em abril deste ano revela uma conexão financeira entre personagens dos dois escândalos que colocaram o nome de ACM Neto (União Brasil) no noticiário nacional nos últimos dias. Dados da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado mostram que o Banco Master, de Daniel Vorcaro, pagou R$ 1,43 milhão à MM Limpeza Urbana, empresa de José Marcos de Moura, o “Rei do Lixo”, amigo pessoal de ACM Neto. A amizade já foi reconhecida publicamente pelo próprio candidato.
O dinheiro foi registrado como “rendimentos de capital”. A defesa de Moura explicou ao Bastidor que a empresa era correntista do Master e que o valor correspondia ao montante bruto do resgate de uma aplicação financeira, com desconto de Imposto de Renda. O pagamento, portanto, não é apresentado pela reportagem como evidência de irregularidade.
A revelação chama atenção agora porque Master e Overclean passaram a atingir simultaneamente o noticiário envolvendo ACM Neto. Além dos R$ 1,43 milhão pagos à empresa do Rei do Lixo, o Bastidor informou que o próprio Neto recebeu R$ 5,4 milhões do Banco Master por serviços de consultoria e que dois escritórios ligados ao presidente do União Brasil, Antônio Rueda, receberam R$ 6,4 milhões. Neto e Rueda negam irregularidades.
A outra ponta é justamente Marcos Moura. Na semana passada, ao ser questionado pela TV Bahia sobre o empresário e a Overclean, Neto voltou a reconhecer a amizade e afirmou que é preciso separar relações pessoais de eventuais responsabilidades investigadas. Poucos dias depois, veio a público que a Polícia Federal havia pedido ao STF uma busca e apreensão contra ACM Neto no âmbito da Overclean, medida negada pelo ministro Nunes Marques.



