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Foto: Ricardo Stuckert.
A coligação que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral para investigar o uso de perfis no Instagram que, segundo a campanha, estariam ampliando de forma coordenada conteúdos relacionados à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). A ação aponta possível abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social durante a campanha eleitoral.
De acordo com a representação, a equipe de monitoramento da campanha petista identificou 1.826 publicações feitas em formato de “collab”, recurso que permite a publicação conjunta entre diferentes contas, envolvendo 492 perfis. Segundo o levantamento apresentado ao TSE, 1.334 dessas publicações teriam sido concentradas em apenas dez dias, com repetição dos mesmos grupos de coautores. A coligação sustenta que a articulação teria ampliado o alcance de conteúdos eleitorais sem a contratação convencional de impulsionamento.
A ação também cita a utilização de links para comercialização de produtos associados ao campo político de Flávio Bolsonaro. Um dos exemplos apresentados é o chamado “boné 22”. Conforme a petição, 12 perfis que, juntos, ultrapassam 10 milhões de seguidores direcionariam usuários para uma mesma loja na Shopee. A coligação pede que a Justiça Eleitoral apure a origem dos conteúdos, a eventual existência de coordenação entre as contas e possíveis vínculos com a campanha.
Além de Flávio Bolsonaro, a representação cita o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice na chapa. Entre os pedidos apresentados ao TSE estão a preservação de dados pela Meta e pela Shopee, a identificação dos responsáveis pelos perfis e a suspensão dos links de venda mencionados na ação. A coligação também solicita a cassação dos registros da chapa e a declaração de inelegibilidade dos investigados por oito anos.



