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Foto: Facebook / DEM
O BRT de Salvador, vendido pela gestão do prefeito Bruno Reis como uma solução moderna para a mobilidade urbana da capital, hoje enfrenta uma realidade bem diferente. Imagens divulgadas pelo Portal Pituba mostram estações com vidros estilhaçados, lixo acumulado e sinais de abandono, reforçando as críticas sobre a conservação de um equipamento que consumiu um investimento de quase meio bilhão de reais dos cofres públicos.
O cenário chama ainda mais atenção porque o BRT de Salvador já nasceu cercado de polêmicas. Quando foi inaugurado, o sistema se tornou o mais caro do Brasil em custo por quilômetro. Apenas o primeiro trecho, de 4,4 quilômetros, custou R$ 283 milhões, o equivalente a mais de R$ 64 milhões por quilômetro, valor muito acima do registrado em capitais como Recife, Fortaleza e Rio de Janeiro e superior às estimativas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para obras desse tipo.
Além do alto custo, a obra também foi alvo de questionamentos durante a execução. O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou indícios de sobrepreço nas licitações, levando os próprios consórcios responsáveis pela construção a oferecer descontos à Prefeitura. O empreendimento, que deveria unir rapidez, conforto e baixo custo operacional, acabou se tornando símbolo de um investimento bilionário cercado de controvérsias.
Agora, poucos anos após a entrega, as imagens de deterioração ampliam a cobrança sobre a gestão Bruno Reis.



