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Sérgio Lima/Poder360
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas durante um encontro com diplomatas realizado em Brasília, nesta terça-feira (21). Na ocasião, ele apresentou alegações que já foram desmentidas anteriormente pela Justiça Eleitoral.
Entre os pontos levantados, Flávio afirmou que as urnas utilizadas no Brasil teriam origem na empresa venezuelana Smartmatic, mencionando um suposto envolvimento da companhia em fraudes eleitorais na Venezuela em 2012, com base em informações atribuídas à Central Intelligence Agency (CIA).
O parlamentar também solicitou que representantes internacionais enviem o maior número possível de observadores estrangeiros para acompanhar as eleições brasileiras deste ano.
Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral reiterou que as urnas eletrônicas brasileiras não são fornecidas pela empresa citada. O tribunal já havia publicado esclarecimentos sobre o tema em 2020, reafirmados em atualização divulgada em 8 de julho de 2026, negando qualquer vínculo com a Smartmatic.
A Justiça Eleitoral brasileira sustenta que o sistema eletrônico de votação é auditável, seguro e vem sendo continuamente aprimorado ao longo dos anos, sendo utilizado desde 1996 em eleições no país.
“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa [venezuelana]”, disse Flávio.



