Política ao Vivo. Siga a gente no Instagram: @politicaaovivo

Foto: Charles Vieira
A Polícia Federal investiga uma possível participação do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), em um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, após a apuração inicial, conduzida no Rio Grande do Sul, identificar suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionadas a plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets.
A investigação foi encaminhada ao STF porque passou a envolver um senador. De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, os investigadores suspeitam que Tomaz controle a Rede Loto, empresa autorizada pelo governo do Rio de Janeiro a operar em maio de 2023. A partir dessa linha de apuração, a PF pediu a quebra do sigilo telemático do advogado, o que possibilitou o acesso a mensagens, e-mails e outros dados armazenados em seu celular.
Entre os documentos analisados está um e-mail divulgado pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, segundo o qual Flávio Bolsonaro aparecia cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária conjunta com Tomaz. A conta era mantida no Santander em nome da empresa Alcazar Holdings e, conforme a investigação, administrada pelo advogado.
Os dois também mantêm uma relação pessoal e profissional de longa data. Em março de 2025, Flávio viajou à África do Sul acompanhado de familiares e amigos, entre eles Tomaz, para uma estadia de uma semana que incluiu um safári. A Polícia Federal identificou ao menos cinco viagens internacionais realizadas pelos dois durante o primeiro semestre daquele ano.



