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Foto: Reprodução/Rede Social
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou uma investigação criminal para descobrir quem ordenou a redução da frota de ônibus de Salvador durante o segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo (25). A decisão, assinada pelo presidente do tribunal, desembargador Maurício Kertzman Szporer, abre caminho para apurar a responsabilidade de integrantes da administração municipal, incluindo a cadeia de comando da Prefeitura comandada por Bruno Reis (União Brasil).
Embora tenha cancelado a ordem de prisão contra o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, o magistrado apontou indícios de possíveis crimes eleitorais. Um dos elementos mais importantes é o depoimento de um supervisor, que informou à Justiça que a redução da frota ocorreu por orientação da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob). O TRE também destacou que, às 10h30, já havia denúncia de redução superior a 50% do serviço, mas os ofícios determinando a circulação integral dos ônibus só foram assinados às 13h e 13h01.
A decisão determina que a investigação identifique quem concebeu e transmitiu a orientação de redução da frota, além de esclarecer a cadeia de comando entre o Município, a Semob e as empresas de ônibus. A Justiça também quer saber por que 75 veículos ficaram retidos na garagem do Caminho de Areia e qual foi o impacto da redução do transporte sobre o comparecimento dos eleitores às urnas. A investigação poderá alcançar outros integrantes da gestão municipal caso sejam identificados indícios de participação, mas o documento não atribui responsabilidade criminal ao prefeito Bruno Reis.



