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Foto: Charles Vieira
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), deixou de pedir o indiciamento de Wilson Roberto Gomes, apontado como um dos envolvidos no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS, no relatório final que apresentou à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. A informação foi publicada pelo Intercept Brasil nesta quinta-feira (15).
Segundo a reportagem do The Intercept, Gomes, conhecido como “big boss” no grupo investigado, foi condenado por lavagem de dinheiro para o tráfico de drogas e teria atuado como elo entre integrantes do esquema e José Carlos Oliveira, que presidiu o INSS entre 2021 e 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Apesar de não ter sido incluído entre os nomes cujo indiciamento foi solicitado por Gaspar, o empresário havia sido mencionado pelo próprio deputado durante uma sessão da comissão, em dezembro de 2025.
Documentos analisados pela reportagem indicam que, entre dezembro de 2024 e junho de 2025, quase R$ 10 milhões passaram pelas contas bancárias de Gomes, incluindo mais de R$ 4,2 milhões provenientes de empresas ligadas ao grupo conhecido como Golden Boys. A reportagem também aponta que ele transferiu pelo menos R$ 5 milhões a uma empresa envolvida na venda de um helicóptero, posteriormente bloqueado por decisão judicial.
O relatório de Gaspar, com cerca de 4 mil páginas e pedidos de indiciamento de 216 pessoas, foi rejeitado pela maioria dos integrantes da CPMI em março. A comissão investigava descontos indevidos em aposentadorias e pensões que, segundo as apurações, causaram prejuízos bilionários a beneficiários do INSS.



